Na manhã desta quinta-feira (19/09), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Itanhém realizou uma reunião para tratar de assuntos referente à implantação da Casa de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes.

Essa foi reunião de articulação entre o abrigo, a rede local e municípios vinculados, que são Medeiros Neto, Ibirapuã e Jucuruçu. O município de Itanhém será a sede do abrigo.

O Abrigo Institucional Regional é um equipamento vinculado ao SUAS – Sistema Único de Assistência Social, que compreende a proteção social especial de alta complexidade. O espaço de proteção, provisório e excepcional, é destinado a crianças e adolescentes privados da convivência familiar e que se encontram em situação de risco pessoal ou social ou que tiverem seus direitos violados.

A meta é que o espaço ofereça atendimento integral a 20 crianças e adolescentes oriundas de Itanhém e dos municípios vinculados.

O encontro foi conduzido pelo coordenador de equipamento, Douglas Marques, e contou com a participação das equipes técnicas dos municípios vinculados, da prefeita municipal Zulma Pinheiro, da secretária de Desenvolvimento Social Lúcia Reis, do secretário de Educação Álvaro Pinheiro, do secretário de Desenvolvimento Econômico Omar Martins, da secretária de Saúde Renilda Sousa, da secretária de Assistência Social de Medeiros Neto, Sandra Iracema Silva, do representante da Polícia Militar, cabo Gean Reis, da Presidente do CMDCA Margarete Reis, dos Conselheiros Tutelares de Itanhém, Eugênio Ferreira, Ângela Lobeu e Cleonice Alfaz, dos técnicos do CRAS e CREAS de Itanhém e estagiários do curso de Assistência Social da Coopei.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Art. 101, o serviço visa à oferta de acolhimento provisório para crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por meio de medida protetiva de abrigo, em função de abandono ou cujas famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção, até que seja viabilizado o retorno ao convívio com a família de origem ou, na sua impossibilidade, encaminhamento para família substituta.

A unidade de abrigo oferecerá às crianças e adolescentes um ambiente agradável, educativo e seguro, no qual há oportunidade para o resgate dos valores básicos da convivência familiar e comunitária e para a livre expressão de suas potencialidades enquanto seres em desenvolvimento. Contudo, ao mesmo tempo, deve visar o retorno familiar o mais rápido possível.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Lúcia Reis, através desse abrigo objetiva-se a melhoria de vida dessas crianças e adolescentes, favorecendo o desenvolvimento pessoal e social, tendo em vista o resgate da cidadania e a conquista da autonomia.

A Prefeita Zulma Pinheiro ressaltou que cada um dos acolhidos será estimulado a sonhar e a desenhar um projeto de vida que substitua e supere suas experiências negativas (histórico de abandono, de violência doméstica, de sobrevivência nas ruas, de uso de drogas, de exploração sexual, entre outros), tendo as relações sociais no abrigo como referência positiva para a construção de uma vida digna.

 

 

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