Centro de Atenção Psicossocial – CAPS com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde promoveu uma manhã repleta muita informação, conscientização e descontração.

Para lembrar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado no dia 18 de maio, uma palestra foi promovida na manhã desta quinta-feira (16/05), na unidade do CAPS. A data foi escolhida para celebrar a luta pelos direitos das pessoas que têm doenças mentais e combater a ideia de que esses cidadãos, sejam excluídos.

O Movimento da Luta antimanicomial faz lembrar que como todo cidadão estas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade, além do direto a receber cuidado e tratamento sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos.

Na abertura do evento a coordenadora do CAPS Ádila Mendes, agradeceu pela presença de todos e lembrou que a Luta Antimanocomial foi um marco dentro da saúde mental, sendo um grande avanço, porém a luta ainda continua. É através de ações como essa que buscamos a conscientização e a quebra de tabus e preconceitos que acercam o CAPS e o seus usuários.

A psicopedagoga da unidade, Sebastiana Ferreira, realizou uma dinâmica que deixou a mensagem de que todos nós devemos vestir a camisa dessa importante luta, luta essa que trouxe o tratamento humanizado das pessoas com doenças mentais e jamais devemos esquecer dessa conquista.

A palestra com o tema Saúde Mental e a conscientização do movimento antimanicomial, foi conduzida pelo médico psiquiatra que atende no CAPS semanalmente, o Dr. Giovanni Campos.

Durante a palestra o Dr. Giovanni fez um breve histórico que como surgiu o movimento contra os manicômios e de como o modelo do CAPS é eficiente, nos mostrando que é possível superar as dificuldades para que essas pessoas não excluídas na sociedade.

 

“A proposta desse movimento da luta antimanicomial é dar um novo significado ao conceito de loucura. A luta busca o respeito ao portador de sofrimento psíquico e visa romper o estigma que acompanha a doença mental, bem como promover a integração dessas pessoas em uma sociedade livre de preconceitos”, citou ele

Após a palestra o Dr. Giovanni expôs um documentário sobre a Luta antimacomial, em seguida alguns usuários se disponibilizaram a falar sobre suas experiências dentro do CAPS e de como suas vidas foram transformadas a partir dele.

A usuária Jucélia Araújo falou dos preconceitos que passou e dos questionamentos que recebeu por estar participando do CAPS. “Fui questionada por frequentar o CAPS, mas nunca desanimei. Me sinto muito melhor, minha autoestima foi recuperada, fruto do carinho e cuidado que eu recebo aqui. Sou muito grata, pois foi através do CAPS que consegui receber meu benefício e hoje posso ajudar os meus filhos”, disse ela.

A secretária de Saúde Renilda Sousa, que sempre se faz presença nas ações desenvolvidas pelo CAPS, demonstrou muita satisfação por acompanhar mais um evento e ressaltou a importância da luta contra os manicômios e da existência do CAPS.

“Antes os indivíduos com doenças mentais ou qualquer desvio do comportamento do padrão social eram excluídos e até mesmo negado tratamento. Ter um dia exclusivo para a luta antimanicomial é uma vitória”, explicou ela.

Em tempo, a secretária informou a todos que o CAPS será transferido de lugar, sendo implantado em um local mais adequado e amplo. Visando proporcionar aos usuários mais recursos para os seus tratamentos, além de garantir um local mais seguro.

 

 

Usuários, familiares e comunidade acompanharam o evento que ainda contou com exposição de trabalhos realizados pelos usuários durante um mês de ações voltadas a Luta antimanicomial. Por fim, foi servido um delicioso lanche.

 

O serviço de Saúde Mental de Itanhém é destaque nas ações em prol dos direitos dos usuários, pois conta com uma equipe de profissionais qualificados e priorizam o bem-estar dos seus usuários. Nesse ano, a existência do serviço no município completa 11 anos de trabalho.

Na gestão Zulma Pinheiro, as prioridades estão voltadas para a unidade, sejam no encaminhamento dos seus usuários para atendimento do Centro de Referência em Especialidades, para Mutirões de Cirurgias e Campanhas, como para a busca do benefício para seus usuários.

Segunda a coordenadora da unidade, Ádila Mendes, número de benefícios conseguidos foi muito grande, cerca de 70% dos usuários do CAPS já recebem o benefício. Resultado da prioridade imposta pela Prefeita Zulma, pois sabemos do quanto eles precisaram, até porque muitos fazem uso de remédios de alto custo que não são encaminhados ao município e que o Estado também não fornece, por isso é necessário a compra.

Alguns dos usuários não fazem o perfil do CAPS e não tem o direito de receber o benefício, mas a Secretaria de Saúde busca fazer uma ajuda de custo ou encaminha para outros setores responsáveis.

O CAPS Itanhém também possui outro destaque, que são as visitas domiciliares com o Médico Psiquiatra a pacientes com quadro de surto e acamados. Essa ação não existia, e está sendo muito diferenciada. A unidade oferece a consulta com o psiquiatra todas as quintas-feiras e tem casos que outros munícipios buscam esse atendimento, pois seu município não oferece um profissional exclusivo para unidade. Mesmo sabendo que a prioridade é Itanhém, em alguns casos é feito essa exceção e médico realizada a consulta.

Por ser CAPS 1, a unidade de Itanhém suporta alguns tipos de transtornos, mas limita alguns tipos de atendimentos, como pacientes infanto-juvenil e demandas com álcool e drogas. Mesmo assim, o CAPS abre mais uma exceção e realiza o atendimento e tratamento desses pacientes. Tudo isso é uma preocupação da Gestão que entende que não se pode fechar os olhos diante dessa situação, até porque Itanhém tem subido no número de dependentes químicos, tanto álcool como drogas e também nas tentativas de suicídio e depressão.

Veja vídeo:

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